terça-feira, 28 de maio de 2013

Galeria - Robert Capa (Guerra Civil Espanhola)

O menino usa o boné pertencente a um membro do Batalhão de Aço, da 'União de Hermans Proletarios".Agosto-Setembro de 1936. Barcelona - ESPANHA.

Um ponto de controle,perto de Barcelona. Agosto- Setembro de 1936. ESPANHA.

Soldado republicano se despede antes da partida das tropas. Agosto de 1936. Barcelona - ESPANHA.


Comboio militar se despede de suas famílias antes da partida para Aragão. Agosto de 1936. Barcelona - ESPANHA.


Soldados republicanos na partida para Aragão. Frase no trem escrita que significa "UHP (União de Hermans Proletarios) Irmão, juro sobre essas letras, antes morrer do que consentir a tirania".

Soldados republicanos durante um ataque. 1936. Santa Eulalia - ESPANHA.






Civis em fuga, Cerro Muriano, fronteira de Cordoba. 5 de setembro de 1936. Andaluzia - ESPANHA.

 Um oficial de polícia ou homem fascista que está sendo questionada por um oficial legalista. Agosto-Setembro de 1936. Madri - ESPANHA.

Os membros das Brigadas Internacionais, em torno do campus da universidade, na periferia oeste da capital. Os rebeldes fascistas estavam montando uma grande ofensiva para capturar Madri. Novembro - Dezembro de 1936. Madri - ESPANHA.

Correndo na busca de abrigo durante o alarme de ataque aéreo. A cidade esta sendo fortemente bombardeada por aviões fascistas, as tropas do General Franco rapidamente aproximou-se da cidade. Janeiro de 1939. Barcelona - ESPANHA.



Postado por Natália Brunetta

Robert Capa - Falling Soldier



A foto mais célebre de Robert Capa, que marcou sua história, foi 'A morte do soldado legalista', em Cerro Muriano, ao norte de Cordoba, por volta de 5 de setembro de 1936, Espanha.

Considerada uma guerra ideologia entre adeptos do fascismo e do socialismo de todo o mundo, a guerra civil espanhola foi caracterizada pela violência e o conflito, o que serviu de base para diversas obras do século XX.

A fotografia de Capa revela o quanto uma imagem tem poder de transpor sentimentos e retratar a fragilidade humana, além do fino limiar entre a vida e a morte, que é mostrada através dos horrores das guerras, afinal uma foto tão realista como esta nunca tinha sido vista antes. Nesta, Capa retrata um soldado legalista morto em pleno movimento no campo de batalha.

Postada por Gabriela Tenari

A respeitável Leica




Quando o assunto é Leica, qualquer amante de fotografia curva-se respeitosamente. O mais curioso é que as origens dessas câmeras fotográficas remontam ao cinema. Em 1913 Oscar Barnack, um funcionário da empresa de óptica Leitz, construiu uma câmera para testar película cinematográfica. O aparelho, aparentemente, era idêntico a uma câmera de cinema com uma bobina no seu interior que alojava cerca de dois metros de filme 35mm. O diferencial estava na possibilidade de captar um fotograma de cada vez, sendo necessário rodar uma alavanca para passar ao seguinte. A câmera era pequena e portátil, mas a qualidade das fotografias que fazia era espantosa.

Durante a guerra, Barnack deu uma pausa no desenvolvimento do seu aparelho, mas encontrava-se de tal modo fascinado pelas suas potencialidades que, mal o conflito terminou, retomou o trabalho. Uma nova objetiva foi desenhada tendo em conta as particularidades do formato do filme 24x36 mm. Outra novidade foi à introdução de um visor com um sistema óptico de precisão. Até então as câmeras fotográficas eram equipadas apenas com uma simples moldura por onde o fotógrafo espiava, dando origem a erros de paralaxe e de enquadramentos freqüentes.

O sucesso consolidou a marca. A cada ano que passava a Leica apresentava melhorias técnicas e novos acessórios. Sólida, pequena e fácil de usar, a Leica introduziu o padrão das modernas câmeras fotográficas. Tudo o que apresentava de inovador haveria de se tornar regra e ser copiado por todos os fabricantes de equipamentos fotográficos, a começar pelo uso do filme de 24x36 mm.

As suas características fizeram com que fosse o instrumento de trabalho favorito de muitosfotojornalistas, nomeadamente na Europa. Nas mãos de mestres como André Kertész ou Cartier-Bressondeu ao mundo algumas das melhores imagens do século XX.

Marcada como o principal equipamento de um dos maiores fotógrafos de guerra, Robert Capa, Leica lança a  M-Monochrom, uma digital que só tira fotos em preto e branco. Como homenagem ao grande fotógrafo, a marca produziu um comercial que conta a história de Robert e sua inseparável câmera, contado por ela própria.


Postado por Camila Fencz e Geisy Korneiczuk

Robert Capa






Andrei Friedmann, ou Robert Capa como ficou mais conhecido por sua carreira fotografia, é reconhecido por ser um dos maiores fotógrafos de guerra da história.

Capa estudou ciências políticas na Universidade de Berlim entre os anos de 1931 e 1933. Como fotógrafo foi autodidata, sua história fotográfica começa no laboratório fotográfico de Ullstein, onde foi assistente. Já em 1933, mudou-se para Paris na tentativa de escapar da perseguição nazista. Foi nesta fuga que Andrei mudou de nome, passou a se chamar Robert Capa e começou a trabalhar como fotógrafo independente.

Cobriu a Guerra Civil da Espanha e foram essas fotografias que chamaram atenção do mundo para seu nome em Paris. A sua primeira série já incluía a Morte de um realista espanhol, uma das fotografias mais conhecidas e discutidas. Depois da sua experiência na Espanha decidiu seguir a carreira de fotógrafo de guerra. Capa viajou até a China, Itália, França, Alemanha e Israel.

Transmitindo de forma penetrante os sentimentos e o sofrimento dos que viviam a guerra, Capa mostrava talento em cada clique e sua presença ativa como fotógrafo valeu-lhe grande admiração e fama internacional. Robert Capa nunca foi simplesmente um fotógrafo, ele lutou e manifestou sua opinião contra a guerra, à injustiça e a opressão através do seu trabalho. Sua obsessão pelo trabalho fez com que ele se tornasse símbolo e referência quando assunto era fotografia de guerra.

E foi no dia 25 de maio de 1954 enquanto fotografava a Guerra da Indochina na cidade de Thai-Binh, no Vietnã, que Capa encerrou sua história como fotógrafo pisando sobre uma mina. Sua morte foi conseqüência do seu próprio lema: “Se as fotografias não são suficientemente boas, é porque não se está suficientemente perto”. Seu corpo foi encontrado com as pernas dilaceradas. Já em suas mãos encontrava-se sua companheira, uma Leica. Capa permaneceu com a câmera na mão até o último segundo de vida.






Postado por Camila Fencz