terça-feira, 12 de novembro de 2013

Dear Stranger - Retratos de desconhecidos

Entre os anos de 1998 e 2000, Shizuka Yokomizo, uma fotógrafa de origem japonesa, começou um projeto que envolvia fotos de estranhos em suas janelas. Para tal, ela mandava um e-mail para a pessoa com a seguinte mensagem:
"Querido Estranho, eu sou uma artista que trabalha em um projeto fotográfico que envolve pessoas que não conheço... Eu gostaria de tirar uma foto sua, que está em seu quarto de frente para a rua, à noite. Uma câmera será posicionada em frente à sua janela. Se você não se importa de ser fotografado, por favor, fique na sala e olhe através da janela por 10 minutos em __- __- __ (data e hora ) ... Vou tirar uma foto sua e depois sair ... nós continuaremos a sermos estranhos um ao outro... Se você não quer se envolver, por favor, simplesmente feche suas cortinas para mostrar sua recusa... Eu realmente espero vê-lo pela janela. "
Na hora e data marcadas, Shizuka se esgueirava pelas ruas escuras e fotografava o tal desconhecido. Para ela, esse projeto revelou lados de pessoas que nunca trocamos uma palavra. Como se ela pudesse conhecer esse "Querido Estranho" apenas por observar pela janela e um pequeno espaço do cômodo.

Como todos sabem, fotografias trazem muitas interpretações. Quando observei as fotos pela primeira vez, senti solidão e tristeza, afinal, nenhum estranho se encontrava acompanhado nas fotos. Talvez seja mais um aspecto a ser passado por essa coleção de fotos muito delicada de Shizuka Yokomizo.










- Camila Fencz

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Sebastião Salgado - O mito brasileiro


Até agora em nosso blog, trouxemos fotógrafos internacionais talentosíssimos. Isso nos faz pensar o quanto a fotografia foi de grande importância no exterior e se, de alguma maneira, ela teria influenciado pessoas aqui no Brasil. E quando falamos de fotografia nacional somos agradavelmente obrigados a falar desse gênio.

Sebastião Salgado nasceu em uma vila, no interior de Minas Gerais. Estudou economia pela USP e trabalhou vários anos na área quando mudou para Páris, com sua esposa. Sua paixão com fotografia surgiu ao fazer uma viagem para a África e começar sua primeira sessão de fotos com uma Leica, emprestada de sua esposa. Logo depois, passou a atuar como fotojornalista e entrou para a agência Magnun.





Em um determinado momento de sua vida, abandonou o fotojornalismo e se dedicou a viajar pelo mundo em busca de belas fotografias. E assim nasceram seus livros. Uma de suas obras mais aclamadas foi Terra de 1997. Neste livro, Sebastião retrata a realidade de trabalhadores rurais sem-terra, mendigos, crianças de rua e outros grupos excluídos da sociedade. Esta obra foi feita em conjunto com Chico Buarque, que colaborou com uma pequena trilha sonora que vem gravada em um CD junto ao livro, e com José Saramago, escritor influente português, que ficou responsável pelo prefácio.




Seu livro mais recente é Gêneses, uma obra baseada no mundo fora da civilização moderna. Durante duas semanas, um exposição de mesmo nome da obra foi organizada por Sebastião e sua esposa e exposta no SESC Pompéia, São Paulo. 254 fotos de seu livro foram expostas e além de poder apreciá-las mediante toda sua majestade, ainda poderia correr o risco de cruzar com o próprio fotógrafo pelos corredores.




Apesar de ser um fotógrafo contemporâneo, Sebastião ainda reserva a magia da fotografia em preto e branco.Antes, como falta de escolha, hoje como opção. Quanto ao seu equipamento, revela em uma entrevista atual no Programa do Jô, o motivo de ter largado a fotografia analógica e migrado para a digital. "Comecei a enfrentar muitos problemas com meus rolos de filme nos aeroportos. As malas passavam pelo Raio-X e sua radiação era prejudicial. Passava por dezenas de aeroportos em poucas semanas e meus filmes eram prejudicados pela constante exposição. Decidi mudar para o digital não apenas pela qualidade, mas por que não teria mais esse tipo de problema e também economizaria espaço na bagagem, além de minhas malas ficarem muito mais leves."

- Camila Fencz

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Fotografias de outro mundo

Fotografia tirada pelo Telescópio espacial Hubble. Nebulosa do Caranguejo. 


Quando pensamos em Espaço Sideral, logo nos questionamos sobre outras formas de vida existentes no universo. Enquanto não obtemos essa resposta, as agencias de astronomia desvendam mais um pouco sobre esse mistério que é o Espaço. O Universo é descoberto pouco a pouco, o fruto dessas descobertas são fotografias espetaculares de galáxias, constelações, astros e etc. Fotografias que só são possíveis através das extraordinárias tecnologias que são usadas em satélites e telescópios de grandes potencias.
Um dos mais famosos equipamentos de monitoramento espacial, é o Telescópio espacial Hubble, que desde 24 de abril de 1990 em orbita vem trazendo fotografias espetaculares de natureza espacial.  Sendo o telescópio de domino  da agencia espacial NASA (National Aeronautics and Space Administration), é ela que divulga as novas descobertas e fotografias a partir do Telescópio Hubble.

O Telescópio Espacial Hubble é um satélite artificial não tripulado que está na órbita da Terra desde 1990.
Fotografias tiradas pelo equipamento:


Estrela V838 Monocerotis.

Galáxia do Sombreiro (M 104), localizada a 28 milhões de anos-luz da Terra.

Luas de Plutão.

Matéria negra distribuída pelo Superaglomerado de Galáxias 901/ 902.

Núcleo da galáxia de Andrômeda.

Planeta Marte.

Planeta Saturno em cores naturais.

Planeta Urano.

Rosa’ formada por várias galáxias.

Tempestade de gases turbulentos na Nebulosa Ômega (M17).

Mix com várias galáxias.
Planeta Vênus.
Com fotos sobre a história da astronomia a NASA tem uma página no instagram aqui vale a pena conferir.

Por: Natália Brunetta

sábado, 14 de setembro de 2013

Jim Marshall - o senhor do barulho e um "rockstar" por trás das câmeras


Jim Marshall foi um dos fotógrafos de maior importância para o mundo do rock. Ele e sua inseparável Leica fotografaram bandas famosíssimas como The Beatles, Rolling Stones e The Who, sem contar as grandes personalidades como Bob Dylan, Jhony Cash e Jimi Hendrix.

Fotografou também eventos consagrados como o Woodstock e o Monterey Pop, onde tirou sua tão famosa foto do Jimi Hendrix incendiando sua guitarra, e o último show dos Beatles em 1966, em São Francisco. Não fotografou apenas para o rock e folk, mas também deixou registros de bandas e personalidades do jazz, blues, r&b, soul e country.

Com esse grande arsenal de imagens, Marshall consagra a música com suas fotos memoráveis e de instantes únicos. Um deleite para os amantes das duas artes. No blog "Contrast Pop" você confere melhor a influência de Jim Marshall na música.










terça-feira, 10 de setembro de 2013

V-J Day in Times Square



Um dos beijos mais famosos do mundo, que trás suas polêmicas. No dia 14 de Agosto de 1945, comemorações por todo os Estados Unidos, festejando a vitória do país sobre o Japão, centenas de fotos tiradas, mas fora esta de Alfred Eisenstaedt na Time Square em Nova York chamara atenção. Retratando o beijo entre dois desconhecidos, ele um marinheiro norte-americano e ela uma enfermeira, como uma forma de extravasar a felicidade, na comemoração um beijo.

Beijo que tempos depois daria inicio a questionamentos, nos quais a veracidade da foto. Questionamentos esses como se a foto fora montada ou se eles eram um casal de namorados. A foto vinculada na revista Life, numa série de fotos de comemorações pelo Estados Unidos, chamado Victory.

Anos mais tarde a moça da foto se identificou como Edith Shain, uma enfermeira da época e que contou mais sobre a cena, na qual ela viveu.  Ela e seus amigos após saberem sobre  a vitória dos Estados Unidos sobre o Japão, logo foram comemorar. Chegando ao local da comemoração, Time Square, ela foi puxada pelo braço por um marinheiro norte-americano. Ela disse que só o deixou beija-la uma vez que ele lutou na guerra. Já a identidade do marinheiro permanece desconhecida.

Fotografia da mesma cena por outro ângulo, por  Victor Jorgensen.


Escultura gigante baseada na foto,chamada de Unconditional Surrender.
Feita por  John Seward Johnson II. Localizada em São Francisco.
Por: Natália Brunetta

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Alfred Eisenstaedt


Alfred Eisenstaedt nasceu em Dirschau, na antiga Prússia, em 6 de Dezembro de 1898. Começou a fotografar aos 14 anos, e foi um dos maiores fotógrafos e fotojornalista dos Estados Unidos. Aos oito anos sua família mudou-se para Berlim, onde ficou até o momento em que Adolf Hitler chegou ao poder. Aos 17 anos foi recrutado pelo exército alemão para lutar na Primeira Guerra Mundial, quando uma explosão de granada afetou-lhe as pernas, foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano para se recuperar e voltar a andar.

Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Em 1933 foi enviado para Itália para fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. Em 1936, em conjunto com outros profissionais fundou uma das maiores revistas dos EUA: A Revista Life.Em 1942 naturalizou-se norte-americano e viajou por vários países para documentar os efeitos da guerra.

Eisenstaedt recebeu inúmeros prêmios. O Internacional Center of Photography atribuiu-lhe o prêmio Masters of Photography, entre outros. Trabalhou com fotografias até morrer, em Nova York, em 24 de agosto de 1995.

Mais fotos de Eisenstaedt:


Soldado beija sua namorada na estação de trem de Nova York antes do retorno para a guerra - 1944


Rainha Elizabeth em visita aos Estados Unidos - 1957

 Presidente americano John F. Kennedy trabalhando no Salão Oval da Casa Branca - 1962

Por: Gabriela Gonçalves Tenari

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Impulso bélico no fotojornalismo

Quando pegamos um jornal ou apenas o avistamos nas bancas e na internet, somos colocados em contato direto com imagens referentes aos fatos tratados nas matéria. Acidentes, políticos, comemorações, fotos que contam história. Essa parte essencial do jornalismo tem muito mais a contar do que a última notícia do dia.

A HISTÓRIA

A Guerra da Criméia começou em 1854 e Roger Fenton, um famoso fotógrafo britânico, foi convidado pelo editor Thomas Agnew para cobrir o acontecimento. As fotos, ao contrário do que vemos hoje, não mostravam os horrores da guerra; muito pelo contrário, eram destinadas a promover o confronto, mostrando oficiais e soldados sorridentes em um ambiente bem cuidado. Nasce então a censura prévia à fotografia.
Roger Fenton - Guerra da Criméia



Roger Fenton - Guerra da Crimeia


Na mesma época,  James Robertson cobria a "Queda do Sebastopol", porém com um diferencial, mostrando os mortos em guerra. Uma novidade que influenciou muito tempo depois a maneira de fazer jornalismo, quando os jornais notaram que seus  leitores não mais queriam o ilusório e sim o factual.

James Robertson
James Robertson


As matérias ilustradas foram ganhando força e os leitores se tornaram observadores visuais dos acontecimentos. Segundo Robert Capa, já sitado aqui, aqui e aqui, quanto mais perto do acontecimento, melhor será sua foto, o que enriqueceu o fotojornalismo de guerra e ganhou o apreço das pessoas.

E HOJE?

Falar de jornalismo sem fotos é como contar a um cego alguma coisa. As imagens comprovam as palavras do jornalista, tornando o relato mais real e dando-lhe credibilidade. A Guerra, além de trazer benefícios tecnológicos para muitas áreas, trouxe para o jornalismo uma nova cara e uma nova maneira de contar história. Será que desta maneira podemos dizer, com segurança, que uma imagem vale mais do que mil palavras?