terça-feira, 1 de outubro de 2013

Fotografias de outro mundo

Fotografia tirada pelo Telescópio espacial Hubble. Nebulosa do Caranguejo. 


Quando pensamos em Espaço Sideral, logo nos questionamos sobre outras formas de vida existentes no universo. Enquanto não obtemos essa resposta, as agencias de astronomia desvendam mais um pouco sobre esse mistério que é o Espaço. O Universo é descoberto pouco a pouco, o fruto dessas descobertas são fotografias espetaculares de galáxias, constelações, astros e etc. Fotografias que só são possíveis através das extraordinárias tecnologias que são usadas em satélites e telescópios de grandes potencias.
Um dos mais famosos equipamentos de monitoramento espacial, é o Telescópio espacial Hubble, que desde 24 de abril de 1990 em orbita vem trazendo fotografias espetaculares de natureza espacial.  Sendo o telescópio de domino  da agencia espacial NASA (National Aeronautics and Space Administration), é ela que divulga as novas descobertas e fotografias a partir do Telescópio Hubble.

O Telescópio Espacial Hubble é um satélite artificial não tripulado que está na órbita da Terra desde 1990.
Fotografias tiradas pelo equipamento:


Estrela V838 Monocerotis.

Galáxia do Sombreiro (M 104), localizada a 28 milhões de anos-luz da Terra.

Luas de Plutão.

Matéria negra distribuída pelo Superaglomerado de Galáxias 901/ 902.

Núcleo da galáxia de Andrômeda.

Planeta Marte.

Planeta Saturno em cores naturais.

Planeta Urano.

Rosa’ formada por várias galáxias.

Tempestade de gases turbulentos na Nebulosa Ômega (M17).

Mix com várias galáxias.
Planeta Vênus.
Com fotos sobre a história da astronomia a NASA tem uma página no instagram aqui vale a pena conferir.

Por: Natália Brunetta

sábado, 14 de setembro de 2013

Jim Marshall - o senhor do barulho e um "rockstar" por trás das câmeras


Jim Marshall foi um dos fotógrafos de maior importância para o mundo do rock. Ele e sua inseparável Leica fotografaram bandas famosíssimas como The Beatles, Rolling Stones e The Who, sem contar as grandes personalidades como Bob Dylan, Jhony Cash e Jimi Hendrix.

Fotografou também eventos consagrados como o Woodstock e o Monterey Pop, onde tirou sua tão famosa foto do Jimi Hendrix incendiando sua guitarra, e o último show dos Beatles em 1966, em São Francisco. Não fotografou apenas para o rock e folk, mas também deixou registros de bandas e personalidades do jazz, blues, r&b, soul e country.

Com esse grande arsenal de imagens, Marshall consagra a música com suas fotos memoráveis e de instantes únicos. Um deleite para os amantes das duas artes. No blog "Contrast Pop" você confere melhor a influência de Jim Marshall na música.










terça-feira, 10 de setembro de 2013

V-J Day in Times Square



Um dos beijos mais famosos do mundo, que trás suas polêmicas. No dia 14 de Agosto de 1945, comemorações por todo os Estados Unidos, festejando a vitória do país sobre o Japão, centenas de fotos tiradas, mas fora esta de Alfred Eisenstaedt na Time Square em Nova York chamara atenção. Retratando o beijo entre dois desconhecidos, ele um marinheiro norte-americano e ela uma enfermeira, como uma forma de extravasar a felicidade, na comemoração um beijo.

Beijo que tempos depois daria inicio a questionamentos, nos quais a veracidade da foto. Questionamentos esses como se a foto fora montada ou se eles eram um casal de namorados. A foto vinculada na revista Life, numa série de fotos de comemorações pelo Estados Unidos, chamado Victory.

Anos mais tarde a moça da foto se identificou como Edith Shain, uma enfermeira da época e que contou mais sobre a cena, na qual ela viveu.  Ela e seus amigos após saberem sobre  a vitória dos Estados Unidos sobre o Japão, logo foram comemorar. Chegando ao local da comemoração, Time Square, ela foi puxada pelo braço por um marinheiro norte-americano. Ela disse que só o deixou beija-la uma vez que ele lutou na guerra. Já a identidade do marinheiro permanece desconhecida.

Fotografia da mesma cena por outro ângulo, por  Victor Jorgensen.


Escultura gigante baseada na foto,chamada de Unconditional Surrender.
Feita por  John Seward Johnson II. Localizada em São Francisco.
Por: Natália Brunetta

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Alfred Eisenstaedt


Alfred Eisenstaedt nasceu em Dirschau, na antiga Prússia, em 6 de Dezembro de 1898. Começou a fotografar aos 14 anos, e foi um dos maiores fotógrafos e fotojornalista dos Estados Unidos. Aos oito anos sua família mudou-se para Berlim, onde ficou até o momento em que Adolf Hitler chegou ao poder. Aos 17 anos foi recrutado pelo exército alemão para lutar na Primeira Guerra Mundial, quando uma explosão de granada afetou-lhe as pernas, foi o único sobrevivente do ataque e foi mandado ferido para casa. Levou cerca de um ano para se recuperar e voltar a andar.

Como freelancer, trabalhou para a Pacific and Atlantic Photos, que se transformaria na famosa Associated Press em 1931. Em 1933 foi enviado para Itália para fotografar o primeiro encontro entre Hitler e Mussolini. Em 1936, em conjunto com outros profissionais fundou uma das maiores revistas dos EUA: A Revista Life.Em 1942 naturalizou-se norte-americano e viajou por vários países para documentar os efeitos da guerra.

Eisenstaedt recebeu inúmeros prêmios. O Internacional Center of Photography atribuiu-lhe o prêmio Masters of Photography, entre outros. Trabalhou com fotografias até morrer, em Nova York, em 24 de agosto de 1995.

Mais fotos de Eisenstaedt:


Soldado beija sua namorada na estação de trem de Nova York antes do retorno para a guerra - 1944


Rainha Elizabeth em visita aos Estados Unidos - 1957

 Presidente americano John F. Kennedy trabalhando no Salão Oval da Casa Branca - 1962

Por: Gabriela Gonçalves Tenari

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Impulso bélico no fotojornalismo

Quando pegamos um jornal ou apenas o avistamos nas bancas e na internet, somos colocados em contato direto com imagens referentes aos fatos tratados nas matéria. Acidentes, políticos, comemorações, fotos que contam história. Essa parte essencial do jornalismo tem muito mais a contar do que a última notícia do dia.

A HISTÓRIA

A Guerra da Criméia começou em 1854 e Roger Fenton, um famoso fotógrafo britânico, foi convidado pelo editor Thomas Agnew para cobrir o acontecimento. As fotos, ao contrário do que vemos hoje, não mostravam os horrores da guerra; muito pelo contrário, eram destinadas a promover o confronto, mostrando oficiais e soldados sorridentes em um ambiente bem cuidado. Nasce então a censura prévia à fotografia.
Roger Fenton - Guerra da Criméia



Roger Fenton - Guerra da Crimeia


Na mesma época,  James Robertson cobria a "Queda do Sebastopol", porém com um diferencial, mostrando os mortos em guerra. Uma novidade que influenciou muito tempo depois a maneira de fazer jornalismo, quando os jornais notaram que seus  leitores não mais queriam o ilusório e sim o factual.

James Robertson
James Robertson


As matérias ilustradas foram ganhando força e os leitores se tornaram observadores visuais dos acontecimentos. Segundo Robert Capa, já sitado aqui, aqui e aqui, quanto mais perto do acontecimento, melhor será sua foto, o que enriqueceu o fotojornalismo de guerra e ganhou o apreço das pessoas.

E HOJE?

Falar de jornalismo sem fotos é como contar a um cego alguma coisa. As imagens comprovam as palavras do jornalista, tornando o relato mais real e dando-lhe credibilidade. A Guerra, além de trazer benefícios tecnológicos para muitas áreas, trouxe para o jornalismo uma nova cara e uma nova maneira de contar história. Será que desta maneira podemos dizer, com segurança, que uma imagem vale mais do que mil palavras?

sábado, 1 de junho de 2013

Ansel Adams



Ansel Adams nasceu em São Francisco, Estados Unidos em 1902 e teve seu primeiro contato com a fotografia em 1916, quando ganhou uma Kodak Nº 1 Box Brownie de seus pais. Com grande talento para a música, aprende sozinho a tocar piano, mas é na fotografia que tem sua carreira consolidada.

No ano de 1919 entra para o Sierra Club, o que foi essencial para o seu sucesso enquanto fotógrafo. Suas primeiras fotografias foram publicadas no ano de 1922, no boletim do clube, e teve sua primeira exposição individual na sede do Sierra Club no ano de 1928, em São Francisco. Em 1934 Adams foi eleito para a diretoria do clube e foi reconhecido como o artista de Sierra Nevada e defensor do Yosemite. Obteve muito mais reconhecimento como fotógrafo do que como pianista.

Ele foi influenciado por Albert M. Bender, um rico mecenas de São Francisco. A amizade de Bender o encorajou e possibilitou uma segurança financeira para que Adams mudasse drasticamente a sua vida e permitiu a publicação do seu primeiro portfólio, Parmelian Prints of the High Sierras. Bender fez com que o pianista que tocava por jornada se tornasse um artista cujas fotografias, como o crítico Abigail Foerstner escreveu no Chicago Tribune, "fez para os parques nacionais algumas coisas comparáveis somente com o que os épicos de Homero fizeram de Odisseu". Embora a transição de Adams de músico para fotógrafo não tenha acontecido imediatamente, sua paixão mudou rapidamente após Bender entrar na sua vida e seus projetos e possibilidades foram multiplicados.

Em 1930 Ansel Adams conhece o fotógrafo Paul Strand, cujas imagens lhe provocaram um poderoso impacto e o ajudaram a sair do estilo pictorial. Adams começou a buscar um estilo fotográfico em que a claridade das lentes era enfatizada, e a cópia final ficava sem a aparência do início, pois era manipulada na câmera ou na câmara escura.

O ano de 1932 também é muito importante para Ansel Adams e para a história da fotografia. Indo em busca de uma fotografia enquanto arte pura, um grupo de fotógrafos funda o Grupo f/64. Juntamente com Ansel Adams, participaram da fundação: Edward Weston, Willard Van Dyke, Imogen Cunningham, e outros para promover uma "fotografia reta". Enfatizavam uma fotografia pura, imagens nítidas, máxima profundidade de campo, papéis fotográficos com baixo brilho, concentrando-se unicamente nas qualidades do processo fotográfico. A concepção de fotografia do f/64 influenciou muito a carreira de Ansel Adams no seu entendimento da técnica fotográfica, foi importante para concretizar a fotografia enquanto arte pura.

Postado por Camila Fencz

Ansel Adams - Galeria

1937. Parque Nacional Yosemite, Califórnia - ESTADOS UNIDOS 

1932. Estreito de Golden Gate, antes da 'Golden Gate Brigde'. São Francisco, Califórnia - ESTADOS UNIDOS

1935. Inverno no Tunel Wawona. Parque Nacional Yosemite, Califórnia - ESTADOS UNIDOS

1942. A cordilheira Teton e o Rio Snake. Parque Nacional do Grand Teton, Wyoming - ESTADOS UNIDOS

Por volta de 1960.

Por volta de 1953. 'Wharle's Cove'

1961. Vale de Yosemite. Parque Nacional de Yosemite, Califórnia - ESTADOS UNIDOS

1962. Califórnia - ESTADOS UNIDOS

1960. Cascatas do Norte, ao norte do Rio Columbia. Washington - ESTADOS UNIDOS


Postado por Natália Brunetta